A modelagem de uma organização no seu contexto sócio-econômico, ou seja, o seu planejamento institucional, requer momentos de reflexão, concepção, engenharia, construção e ação ao longo do seu desenvolvimento.
Não existe a fórmula perfeita, o caminho ideal para chegar ao objetivo sem que haja hesitações é, infalivelmente, recursivo e passível de constantes reconstruções, principalmente, em um mundo onde a constante mudança é a única regra permanente.
Já se foi o tempo em que um planejamento estratégico, a médio e longo prazo, podia permanecer válido, estável e intocável.
Atualmente, como algumas organizações podem ser explicadas por analogia a um sistema vivo, adaptando-se de forma reativa e proativa ao seu ambiente externo, é possível considerar a existência de três facetas predominantes:

Uma faceta permanente, onde se reconhecem as características mais estáveis da organização, derivadas da sua razão de existir (sua missão);
Uma faceta situacional, onde se planejam as diretrizes e orientações de comportamento adaptativo, frente às mudanças do ambiente externo;
Uma faceta operacional, onde as facetas permanente e situacional se encontram para a criação das ações organizacionais. Como sugere a figura a seguir:
A ordem em que estas facetas são consideradas, varia em função da natureza da organização. Organizações com uma dimensão permanente mais representativa do que a situacional, a exemplo das entidades públicas, realizam ou deveriam realizar, em primeiro lugar, um planejamento organizacional seguido de um planejamento estratégico. Ao contrário destas, as organizações privadas tendem a inverter esta ordem, começando preferencialmente pelo planejamento estratégico.
Qualquer que seja a abordagem, um ponto permanece crucial para que a organização possa obter resultados condizentes com suas missão e visão do futuro: o alinhamento entre as facetas permanente e situacional.

“Roupa nova em processo velho ? Humm... Mas processo novo disfarçado com roupa velha ? Por que não!
Pois um primeiro passo pode ser uma gestão efetiva de conhecimento organizacional e não um ruptura obrigatória de paradigma funcional”


